Perigo na Ceia: Quais alimentos evitar na hora da alimentação do Pet

Fim de ano chega com uma infinidade de comidinhas gostosas, mas muitas delas são consideradas veneno para os pets.

Podem ocorrer vômitos, diarreias e intoxicações, com risco de morte para o animal.

Um dos mais polêmicos ingredientes da ceia entre os humanos, a uva é item que deve ser mantido longe dos cães.

Uva passa é um perigo! Ainda não está claro o seu mecanismo, mas a uva passa tem sido frequentemente associada a insuficiência renal aguda. Há alguns sinais não tão específicos de intoxicação como vômitos, hiperatividade seguidos de letargia e depressão. Existem animais que são mais predispostos a este tipo de intoxicação, por exemplo, os já portadores de doenças renais, os senis, os cardiopatas e os filhotes.

Peru, tender, bacalhau… Às vezes é difícil resistir a uma carinha implorando por um pedacinho. Mas o ideal é não oferecer nada da ceia ao pet.

Seja dado pelo tutor ou ‘roubado’ da mesa numa de suas travessuras, os alimentos que utilizamos nas ceias das festividades de fim de ano têm grande potencial de causar desde sintomas mais simples como náuseas, dores abdominais e diarreias até quadros de pancreatite, arritmias cardíacas e morte.

Segundo ela, há alimentos que, em pequenas quantidades, não causam grandes prejuízos –como as partes magras de peru e frango. O problema é que os pratos podem estar regados a temperos –alho e cebola, por exemplo, podem causar intoxicação grave.

Além disso, o organismo dos pets não está preparado para uma mudança repentina na alimentação, com excesso de proteína e gordura, diz Mainardi.

A maioria dos pets é acostumada com ração, ou seja, possui uma flora gastrointestinal preparada para uma dieta completa de composição balanceada.

Outro vilão para os animais é o chocolate, altamente tóxico.

Logicamente a resistência individual de cada pet vai dizer o grau de severidade do problema, porém os animais mais sensíveis, o que não quer dizer mais fracos fisicamente, podem evoluir ao óbito.

PREVENÇÃO

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Carnes, frutas e doces típicos. O que posso oferecer ao meu bichinho?

A resposta é muito simples: Nada que não tenha sido feito exclusivamente para ele ou que ele não esteja acostumado a comer. Existem no mercado produtos alimentícios veterinários. Faça uso deles ou prepare um cardápio próprio para seu pet com o auxílio do médico veterinário, se isso for tão importante para você. Muitos passam o Réveillon internados por abusos e descuidos no Natal.

A prevenção é a melhor forma de evitar que o cão passe mal, e que são muitos os pratos da ceia que não podemos compartilhar com o nosso melhor amigo.

Exemplos mais comuns: salpicão, farofa, rabanada, nozes, uva passa, chocotone , chocolate, panetone, vinho, champanhe, frutas cítricas, tomate, abacate, macadâmia, massa crua de pão, bolo, frituras, alimentos gordurosos… a lista é enorme.

COMEU E PASSOU MAL; E AGORA

Em quadros de intoxicação com animal consciente é possível induzir o vômito –mas o procedimento precisa orientação do veterinário, por isso, fique com o telefone dele por perto, em caso de emergências.

Nunca medique o bichinho por conta própria. Procure o médico veterinário o mais breve possível, não dando ouvidos a crendices populares.

ESTRESSE E ALIMENTAÇÃO 

O tutor deve evitar o acesso fácil a alimentos perigosos e diminuir situações estressantes para seus pets.

Quando há estresse adicional, como convidados em casa, bem como mais comida ao redor –incluindo alimentos que os seres humanos podem comer, mas que são tóxicos para animais de estimação– há um maior risco de distúrbios gastrintestinais em nossos pets.

Durante as confraternizações, os convidados podem não se dar conta de que o pet não deve comer restos de comida –e, por isso, devem manter as sobras fora de seu alcance.

Fonte: Folha de São Paulo