Alerta: Calor Intenso causa morte de dois cãezinhos no Rio

Uma cadela da raça beagle e um bulldog francês não resistiram às altas temperaturas que estão marcando este verão no estado do Rio.

Segundo seu tutor da beagle Nina, Bruno de Carvalho, de 21 anos, ela morreu de hipertermia, condição que ocorre quando há uma elevação da temperatura do corpo, na última segunda-feira, no bairro Trindade, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

O estudante contou que a cadela começou a ficar ofegante no período da tarde, deixou a língua para fora e morreu em cerca de meia hora, por volta das 16h. Segundo ele, não foi a primeira vez que o cão passou mal por causa do calor. Pelo contrário, o jovem descreveu a situação como algo recorrente quando chega o verão.

O bulldog francês foi encontrado desfalecido pela tutora. Uma veterinária chegou a atender a urgência, mas o cão já havia falecido.

Os animais que possuem focinho curto são mais suscetíveis a casos de hipertermia.

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O controle da temperatura do animal não se dá como o nosso, pela eliminação do suor. O cão não tem glândulas sudoríparas. Por isso, ele faz a respiração com a língua para fora para controlar a temperatura interna.

Além do bulldog francês, o pug, o boxer, o bulldog inglês e o shitzu estão entre as raças que acabam por exigir mais atenção dos tutores. Aparar o pelo também pode ajudar no calor intenso.

O pelo é uma proteção natural, mas não é da nossa região. É uma característica europeia. Aparar os pelos vai bem, de acordo com especialistas.

Por isso, mantenha uma rotina de banho e tosa, especialmente no verão!

Causas da hipertermia em cães

A exposição dos animais ao sol e a temperaturas muito altas é a principal causa para a hipertermia em cães. No entanto, fatores como obesidade, idade avançada e o excesso de exercícios físicos (principalmente, em climas quentes e úmidos) também podem desencadear o problema. Estes casos citados excluem a hipertermia causada por alguma doença mais conhecida como febre.

Além disso, algumas situações tidas como cotidianas também podem acabar influindo no surgimento deste quadro. Deixar um cão dentro do carro enquanto realiza alguma tarefa, por exemplo, é uma das situações mais favoráveis para o aparecimento da hipertermia – já que, em um período bem curto de tempo, a temperatura de um carro estacionado no sol pode aumentar absurdamente.

Mesmo com vidros ligeiramente abertos, se o cão estiver preso neste espaço, há grandes chances de que a temperatura do seu corpo aumente na mesma proporção que a do veículo – podendo levar o pet ao óbito em poucos minutos.

Sintomas da hipertermia em cães

Além da temperatura corporal elevada – que pode ser detectada facilmente – há uma série de outros sintomas que resultam da hipertermia em cães. Portanto, se o seu pet passou por alguma das situações descritas acima, fique de olho nestes sinais:

Respiração difícil e ofegante

Salivação em abundância e de textura grossa

Vômitos

Diarreia

Língua azul

Tontura e confusão mental

Andar cambaleante

Olhar vidrado

Fraqueza

Tremedeira e convulsões

É fundamental que os tutores fiquem atentos às formas de prevenção da hipertermia nessa época do ano. É recomenda que os animais fiquem em locais arejados, com ventilador e água à vontade. Caso os primeiros sintomas de hipertermia apareçam, como respiração ofegante com a língua para fora e prostração, sem conseguir levantar, é necessário buscar ajuda profissional urgentemente.

Caso o cachorro passe mal, especialistas recomendam que ele seja enrolado em uma toalha molhada e seja levado a um serviço de emergência.

 

Fonte: CachorroGato / Globo / G1